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A sala de aula no mundo e o mundo como sala de aula

A vida virou híbrida: as fotos, o banco, o dinheiro, a comunicação, o filme, as séries, o táxi (que não é mais táxi), a comida, até o flerte e a paquera (esses nem precisa de exemplos).

Tudo migrou muito rapidamente da tela do computador, de um lugar fixo e delimitado, para a palma das mãos, em qualquer lugar, para o mundo, em qualquer idioma (um viva aos aplicativos tradutores!). Mas as escolas e os professores continuam os mesmos, para desespero de todos que ainda queriam uma diplomação.

Todavia, também esse cenário começou a reagir com a força de titãs: pelo mundo afora as escolas começaram seu próprio processo de se reinventarem para reagir e interagir com os novos comportamentos e visão futurista. Assim começou a transformação.

Veio a Escola da Ponte (em verdade ela veio bem antes de tudo isso, mas ficou famosa aqui, só nessa época), veio o surpreendente desempenho da Finlândia no PISA, vieram Harvard e Stanford espalhando pelo mundo suas famosas aulas, agora virtuais e gratuitas (muitas delas). Entre muitos outros exemplos mais que eu poderia lhes trazer aqui, vou fechar com aquele que mais espanta e incomoda, na mesma medida que assusta: a Ècole 42. Se você não sabe a disrupção que traz esse último exemplo, se cuida professor, porque você não é desses. É daqueles!

Esse foi o momento da grande ruptura de paradigmas da Educação entre o século que nos deixava e o novo século que chegou para ficar: a valorização do diploma caiu, e a formação de competências profissionais e sócio emocionais disparou seu valor, no mercado da aprendizagem (que não era mais do ensino).

Restava a pergunta, a ser respondida por estudantes e professores: para que vamos, todos nós, para a sala de aula? Certamente a resposta não era mais o conteúdo. Ou o ensino. Talvez ainda a boa resposta ainda não esteja clara na cabeça de todos os envolvidos (professores, estudantes e gestores de cursos e institucionais), mas o que já estava claro, desde então, era que a tecnologia e a globalização não ofereciam espaço para a perpetuação daquele velho modelo de ensino.

Esses novos tempos demandavam por estratégias, mais que métodos, e por planejamentos e personalização, mais que roteiros e nivelamentos de turmas inteiras. O coletivo, agora, obrigava-se a dar espaço para a personalização, e as tecnologias eram a única saída para os novos modelos, e os professores. Que continuavam lá atrás, nos seus velhos arquivos de PowerPoint, “-porque não sou obrigado”.

Texto adaptado de Denise Da Vinha

 

fonte: http://bazzi.adm.br/blog/a-sala-de-aula-no-mundo-e-o-mundo-como-sala-de-aula

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